Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 13/12/2021
A obra “Os miseráveis”, de Victor Hugo, retrata a injustiça social da França do século XIX. Fora da ficção, no Brasil do século XXI, percebe-se um contexto semelhante ao da trama: a injustiça impera no que tange ao acesso a educação durante uma pandemia, na qual substituíram as aulas presenciais pelo ensino remoto. Entretanto, essa mudança não foi acessível a todos, criando, na realidade, um problema intensificado pela negligência governamental e também pela falta de infraestrutura.
Nessa perspectiva, é evidente como a omissão estatal é uma das razões pelas quais impactou na educação brasileira. Consoante ao discurso de Karl Marx, o governo é passivo frente aos problemas sociais. Dessa forma, o fechamento das instituições prejudicou muitos estudantes, pois com o ensino á distancia muitos não tiveram acesso às aulas, pela falta de estrutura física que oferece acesso. Nesse sentido, as críticas de Marx se fundamentam, pois o Estado Brasileiro não oferece aos estudantes suporte necessário para o acesso ao ensino remoto.
Ademais, pode-se considerar a exiguidade de infraestrutura como outro fator atuante para a permanência deste impasse. A filósofa alemã Hannah Arendtdefende que o espaço público seja preservado para que se assegurem as condições da prática da liberdade e da manutenção da cidadania. Ou seja, sem uma infraestrutura pública, o cidadão é prejudicado. Esse aspecto está presente de maneira decisiva no que corresponde à educação brasileirano ensino remoto e presencial, uma vez que há falta de investimento governamental em sua infraestrutura, tanto para os alunos quanto aos professores, o que acaba por dificultar sua resolução.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser recuperadas para solucionar essa problemática. Desse modo, o Ministério da Educação- o qual é responsável pela elaboração e execução da Política Nacional da Educação (PNE) - deve desenvolver campanhas, por intermédio da distribuição de eletrônicos de planos de internet para os estudantes de baixa renda, a fim de promover o acesso á educação. Destarte, espera-se que a igualdade seja uma prática que está mais presente na sociedade brasileira, distanciando-se da obra de Victor Hugo.