Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 13/12/2021
O artigo 205 da Constituição federal do Brasil assegura que a educação é direito de todos e dever do estado e da família. Contudo, essa não é a realidade de uma grande parcela da sociedade brasileira. A desigualdade educacional tem se tornado um problema cada vez maior, e isso se deve ao estado pandêmico em que se encontra o país. As escolas fecharam as portas como medida protetiva contra o Corona vírus; alunos e professores têm que se adaptar, de forma repentina, a um novo método de aprendizado: ensino à distância e seus obstáculos, dentre eles a falta de internet e muitas vezes a pouca preparação dos docentes. Tais problemas dificultam tanto o trabalho dos professores, quanto a absorção de conhecimento ou até mesmo geram o impedimento total da participação do ano letivo dos alunos.
Primeiramente, educadores que não estão preparados para a nova modalidade se deparam com dificuldades para transferir seus conhecimentos, transformando tal processo na “educação bancária” tão criticada pelo Patrono da educação brasileira, Paulo Freire, onde o aluno se torna apenas um “depósito” de conhecimentos que não aprende a pensar de forma crítica. Em outras palavras, há uma queda qualitativa.
Em segundo lugar, alunos provenientes de famílias de baixa renda, que não possuem acesso à internet, tornam-se impossibilitados de participar das aulas online, o que afeta drasticamente seu desenvolvimento acadêmico. Ou seja, alguns não conseguem participar, e os que conseguem aprendem com menos qualidade e desempenho.
Diante do cenário apresentado, é indubitável que há negligência do estado em relação aos mestres e discentes nessa situação deplorável. Portanto, é urgente que tais necessidades sejam sanadas.
Conclui-se então que o MEC, juntamente aos órgãos responsáveis, por meio de oficinas, desenvolva cursos preparatórios de ensino EaD para docentes, a fim de melhorar a qualidade das aulas. Além disso, cabe aos mesmos órgãos governamentais providenciar meios, como tablets e Chips de internet para os matriculados que precisam, visando diminuir a desigualdade no meio escolar. Dessa forma, seremos capazes de combater os impactos negativos deixados pela pandemia nas redes escolares, a desigualdade educativa, e também eliminaremos a educação bancária!