Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

Como é retratado no livro “Rainha Vermelha”, de Victoria Aveyard, há duas classes que se destacam os de “sangue prata” e os de “sangue vermelho”, essa última, classificada como a classe inferior, sendo subjugados a pobreza e a falta de oportunidades em suas vidas. No Brasil, essa diferença de classes sociais durante a pandemia deve grande impacto na educação, pois nem todos tinham acesso as ferramentas necessárias, assim afetando significativamente a entrada para o ensino superior dos que chamam de o futuro da nação, os adolescentes.

Visto que ante da tecnologia presente no século XXI, a pandemia que veio de surpresa não interrompeu diretamente o ano letivo dos estudantes brasileiros, já que hoje em dia possui-se os mecanismos necessários para haver o continuamento das aulas de forma remota. Mas essa solução não foi efetiva para todos, uma vez que muitos aplicativos utilizados no EAD são direcionados ao computador e de acordo com artigo de Paulo Arns, “Muitas crianças da geração Z nunca ligaram um computador e 97% dos brasileiros acessam a internet pelo celular”. Os jovens de escolas públicas foram o principal alvo dessa problemática, pois a maioria usufruía de um único smartphone funcional para as aulas e diversas vezes para toda a família, já em escola privadas um maior número de indivíduos obtinham computadores facilitando seus estudos, portanto a desigualdade presente prejudica os seus respectivos anos escolares e até suas admissões em faculdades.

Dessa forma adolescentes que estavam prestes a se formar foram lesados, porque a qualidade da educação que lhes foi provida estava danificada, devido ao tempo sem estudos e a baixa experiencia das escolas e professores durante esse período, com o agrupamento desses fatores e alta onda de covid da época, o governo junto a outras faculdades e decidiram adiar suas provas. Logo os vestibulandos que se encontravam em meio a profunda crise econômica do país tiveram sua entrada na faculdade e por consequência no mercado de trabalho atrasadas. E em meio ao capitalismo presente na sociedade como diz Benjamin Franklin “tempo é dinheiro”, conceito que se aplica em momentos de fragilidade monetária, como está presenciada.

Em suma, a presença desse vírus na vida dos brasileiros deve um grande impacto, principalmente em sua educação e em seu desenvolvimento daqui pra frente. Para corrigir esse ensino desfalcado, o Ministério da Educação deve criar cursos de reforço presenciais tanto para o ensino médio quanto para o superior, em localizações acessíveis para todo público e envolvendo profissionais especializados nas determinadas áreas. Desse modo os prejudicados seriam ressarcidos e a formação educacional seria agilizada, além de beneficiar a própria nação por defenderem seu futuro.