Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 13/12/2021
O surgimento do covid-19 desencadeou diversos malefícios em todo o globo, afetando diretamente muitos nichos sociais, principalmente a população em situação de vulnerabilidade social. Um dos espectros mais prejudicados na sociedade brasileira foi a educação, que enfatizou o nível de disparidade econômica, evidenciando o acesso ínfimo de estudantes da rede pública à internet e meios digitais e consequentemente o aumento da defasagem educacional dessa população.
Em primeira análise, sabe-se que o Brasil é assolado por demasiada desigualdade social e com a realidade pandêmica sobre o país, essa problemática foi realçada. O isolamento social obrigatório, devido a pandemia do corona vírus, resultou no encerramento das aulas presenciais e a adoção nacional do modelo de ensino à distância. Medida essa estabelecida em todos os países do mundo, não obstante sendo um desafio enorme para a educação brasileira, haja visto que o acesso à internet e a dispositivos eletrônicos de estudantes da rede pública é insuficiente ou inexistente para adoção efetiva do ensino online.
Ademais, esse acesso restrito à internet pelos estudantes aumentou a defasagem educacional já intrínseca na educação brasileira. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que 4,1 milhões de estudantes da rede pública não têm acesso à internet, seja por questões econômicas ou geográficas. Assim, são milhões de estudantes impossibilitados de estudar em meio à pandêmica, e consoante a essa realidade, diversos nichos educacionais foram afetados, como o ingresso no ensino superior, a evasão escolar, educação de base prejudicada, entre outros.
Nesse âmbito, é imprescindível ação governamental para diminuir os efeitos pandêmicos na educação. Assim, cabe ao Ministério da Educação, em conjunto com a iniciativa privada, fornecer tablets, computadores e wi-fi a esses estudantes impossibilitados de pagar um plano de internet ou de comprar dispositivos eletrônicos, através de um plano de ação que mapeasse os necessitados desse benefício e posteriormente distribuição desses equipamentos nas escolas. A fim de proporcionar aos alunos da rede pública acesso à meios de se conectar e possibilitando a esses aderir ao EaD, diminuindo a defasagem que assolou e ainda assola grande parcela dos estudante. Com isso, a sociedade brasileira caminharia rumo a uma realidade muito mais democrática e educação íntegra.