Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 13/12/2021
O artigo 205 da constituição brasileira de 1988 evidencia que a educação é um direito de todos e que é dever do estado e família garanti-la, entretanto, divergente do que previsto em lei a advinda da covid- 19 fez com que os rumos do âmbito educacional se tornassem escancaradamente opostos. Assim, o momento pandemico fez com que o impasse já existente se amplificasse, o que resultou em impactos negativos no processo de desenvolvimento de socialização de muitas crianças e fomentou o índice de evasão escolar no Brasil, fatores que urge a necessidade de serem discutidos.
Em primeiro momento, é imprescendível evidenciar que a adaptadação ao ensino a distância, cujo foi instaurado devido a pandemia desencadeou barreiras de socialização. Tendo em vista que a escola é uma instituição responsável por desenvolver competências necessárias para a convivência em sociedade, exemplo disto a alfabetização, fatores como primeiro contato com a diversidade, o dissernimento de tarefas e disciplinas também são estabelecidos nesse ambiente e é notório que o homeschooling fez com que o contato primário de crianças com outras crianças fossem interrompidos, nesse vies o sociológo Émille Durkheim atesta em seus estudos que a escola é um dos mecanismos primordial de socialização, portanto o ensino a distância a longo prazo trouxe consequências de maneira que muitas crianças ficassem restritas a um comportamento social primário.
Outrossim, os indíces de evasão escolar também é dos fatores que proporcionou debates no âmbito educativo, pois os coeficientes aumentaram significativamente em decorrência á pandemia. Em virtude da suspensão das aulas presenciais, muitos alunos enxergaram a possibilidade de abandonar a escola, entre os motivos principais, estão relacionados: a ausência de internet ou conexão desqualificada e a desmotivação devido a ausência de suporte instituicional. No entanto, o cenário é alarmante, tendo em vista de que a situação do número de evasão se intensifica e o descaso institucional vigora, de modo que nenhum posicionamento superior é considerado. Tal fator retira parte do direito de exercer a cidadania, visto que Thomas Marshall sociólogo britânico também defende que a educação é uma ferramenta de promoção da cidadania.
Diante do exposto, é imperioso que medidas sejam tomadas para solucionar o impasse, portanto cabe ao Ministério da educação, orgão responsável por administrar o sistema educacional, promover medidas que reduzam esses impactos, tais como investir em tecnologia e suporte ao estudante por meio de disponiblização de tablets, para que assim o acesso as aulas ocorra de maneira equitativa e após a pandemia orientar as instituições para que realizem rodas organizadas de interação com os alunos para que o movimento de socialização seja instaurado progressivamente.