Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

Em Atenas, durante a antiguidade, a educação já exercia papel fundamental na formação do ser humano como cidadão, isso porque o exercício da palavra era essencial para prática da democracia e era propagado por alguns filósofos da época, como Sócrates e Platão. Apesar disso, no Brasil atual a educação sofre boicotes, visto que a pandemia do coronavírus evidenciou as lacunas educacionais presentes no ensino brasileiro. Logo, é preciso uma mudança estrutural, que utilize novos métodos pedagógicos e avanços tecnológicos acessíveis capazes de se adequarem às necessidades atuais.

Primeiramente, é importante pontuar que os obstáculos enfrentados no avanço educacional durante a pandemia estão associados com as desigualdades sociais presentes no país. Segundo o escritor inglês George Orwell, “somos todos iguais, mas alguns são mais do que outros”, esse pensamento se aplica ao contexto pandêmico, já que muitos estudantes que possuem baixa renda foram prejudicados por não terem recursos adequados para acompanhar o ensino remoto, e assim houve o atraso no aprendizado, algo que pode ser nocivo a longo prazo.

Consequentemente, a pandemia também acarretou problemas no âmbito social, visto que muitas famílias perderam sua fonte de renda, e muitos jovens dependiam da alimentação fornecida pelas escolas diariamente. Além disso, a escola contribui para o bem-estar e convivência entre os alunos, e o distanciamento social foi responsável pela dificuldade entre a concretização das relações afetivas. Logo, com a alteração da rotina e os diversos estresses criados com essa situação, elevou-se o risco do desenvolvimento ou o agravamento de transtornos mentais entre os estudantes.

Diante do exposto, é de suma importância que órgãos educacionais e de desenvolvimento social, como o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Cidadania, não só promovam medidas educacionais que assegurem a adesão dos alunos ao ensino a distância, com a implantação de recursos tecnológicos em áreas de difícil acesso, mas também prestem assistência para as famílias atingidas de forma negativa pela pandemia, de modo que a desigualdade social seja cada vez menos acentuada no país. Somente com tais ações será possível melhorar o sistema educacional brasileiro, mesmo em tempos de pandemia.