Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 13/12/2021
A pandemia do coronavírus, iniciada em 2020, trouxe diversos impactos negativos na vida dos brasileiros, sobretudo na vida dos estudantes. Por ser um vírus com alta taxa de transmissão, foi preciso que as escolas fossem fechadas, para que a pandemia fosse controlada. Por conta do fechamento das instituições de ensino, as aulas passaram a ser remotas. Consequentemente, a desigualdade dentro da educação cresceu ainda mais, visto que estudantes de baixa renda, muitas vezes não têm acesso a computadores ou à internet de qualidade, o que inviabiliza o acompanhamento das aulas online. Por outro lado, alunos de classes mais altas têm acesso a diversas ferramentas que os auxiliam no ensino à distância.
Não há dúvidas de que a desigualdade social no processo educacional aumenta a vulnerabilidade de alunos mais pobres. Essa fragilidade causa diversos problemas, como a evasão escolar, reprovações e distorção entre idade e série escolar. No entanto, as adversidades educacionais causadas pela pandemia não afetam somente o âmbito escolar, mas também a sociedade como um todo. Estudos apontam que o norte e o nordeste foram as regiões que mais foram afetadas pela privação do ensino durante a pandemia e, esse desequilíbrio impacta diretamente na economia de um povo, tendo em vista a diferença de escolaridade da população e a renda entre as regiões brasileiras. Além disso, a falta de acesso de pessoas pobres à universidade, que já era um problema antes da pandemia, acentua-se ainda mais.
Embora muitos dos danos provocados pela pandemia na educação brasileira já sejam conhecidos, ainda é difícil mensurar os efeitos disso tudo à longo prazo. Porém, com certeza, todas as consequências já são muito significativas. Os impactos do isolamento e da pandemia na aprendizagem não ocorrem de forma homogênea no Brasil, considerando o contexto socioeconômico em que a criança ou adolescente está inserido. Estudantes cujos pais estão desempregados ou têm menor nível de renda são mais propensos a apresentarem piores resultados educacionais, por conta da suscetibilidade social, enquanto alunos com renda maior, apresentam melhor desempenho.
Fica evidente, portanto, que a educação brasileira foi extremamente afetada pela pandemia do coronavírus. O abismo social se tornou ainda maior, e o caminho para se recuperar das consequências e o tempo perdido, será longo. É dever do Ministério da Educação, juntamente com as escolas e os responsáveis pelos estudantes, acolhê-los de maneira adequada, por meio de projetos que os ajudem a recuperar a aprendizagem e que tornem o abismo educacional menor, para que assim, possam ter oportunidades de ascensão social e as desigualdades se tornem menores.