Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

Educação, o futuro da nação

Em um episódio da série “Todo Mundo Odeia o Chris” é revelado a grande desigualdade das escolas dos bairros mais nobres, onde a maior parte da população é branca e a educação é valorizada e incentivada, e dos bairros mais periféricos onde a maioria dos habitantes são pretos e o ensino é desvalorizado e taxado como “desnecessário”. Essa alusão se aplica na realidade dos estudantes que enfrentaram a pandemia da Covid-19, enquanto os alunos de escolas particulares tinham estrutura e disponibilidade para ter as aulas em casa uma grande parte de estudantes da rede pública não a possuíam, de forma que não tiveram acesso a educação. O reflexo desse problema será dado no futuro, quando todos esses alunos terão de prestar os mesmos concursos e uns estarão mais preparados do que os outros.

A desigualdade social ronda o Brasil de todas as formas e a educação é uma das principais vias pela qual ela se manifesta. É notório que os alunos de escolas públicas e particulares não tiveram as mesmas oportunidades durante o isolamento social. Segundo o IBGE apenas 57% dos brasileiros tem acesso a computadores com softwares utilizados para as aulas on-line, e esse fato é muito preocupante tendo em vista que futuramente o mercado de trabalho será o mesmo para todos, e claramente alguns se destacarão em relação aos demais, gerando um contraste social maior do que o da contemporaneidade.

Outro ponto que foi prejudicial na educação brasileira foi a interação social, que é de extrema importância já que por meio dela o ser humano desenvolve a sua comunicação e cria redes de relações, que resultam nos comportamentos sociais. Além dos aprendizados obrigatórios da escola como português, matemática e ciências também é ensinado sobre os comportamentos da vida, sobre como dividir o ambiente e lidar com pessoas que tem pensamentos e ideologias divergentes, e isso não é proporcionado pela ensino a distância, tanto que já dizia John Dewey ‘‘A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida’’.

Tendo em vista que os estudantes de escolas públicas e privadas não tem as mesmas condições de ensino, cabe ao Ministério da Educação proporcionar uma melhor acessibilidade por meio da distribuição de tablets ou computadores com acesso a internet para os alunos que não os possuem, além de criar projetos de atividades extracurriculares que oferçam a interação e a participação dos alunos uns com os outros. Dessa maneira todos terão acesso ao ensino e a capacidade de concorrer igualmente nos vestibulares e concuros, causando a diminuição da desigualdade social no futuro.