Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

No fim do ano de 2019, uma única infecção iria afetar o mundo todo. Com início na cidade de Wuhan na China, o que começou como uma epidemia e poucos casos, se tornou a maior pandemia vivida por esta geração. Como consequência do novo coronavírus (COVID-19), o isolamento social foi fundamental para prevenção de sua proliferação. Entretanto, essas medidas que a doença impôs a sociedade afetam diretamente a educação, já que houveram paralisação nas instituições de ensino presencialmente. Com o ensino remoto, além da desigualdade entre redes privadas e públicas, o acesso à internet e estrutura tecnológica é escasso para alguns estudantes.

Se antes existia uma desigualdade para os estudantes de redes privadas e públicas, durante a pandemia esse problema se agravou. Enquanto grande parte dos estudantes de escolas governamentais não tinham acesso às aulas e materiais de estudo, os alunos de redes privadas do país nunca pararam de estudar com qualidade. Com professores frequentemente sem preparação educacional para o ensino a distância, a população carente teve mais uma vez, uma educação mediana que gera consequências como perda de interesse e abandono dos estudos.

A falta de aparelhos eletrônicos e internet em casa foram fatos relevantes que afetaram esses estudantes. Segundo o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic), a estrutura tecnológica precária dificultou cerca de 86% dos alunos das escolas do país a terem aulas, um número alarmante quando a única opção é o ensino à distância. Sem acesso a educação básica os alunos não desenvolvem senso crítico e fortalece também a desigualdade social estabelecida no Brasil, já que sem estudo de qualidade dificulta mudar a condição de vida do indivíduo, tornando o ensino superior apenas um sonho e não uma realidade.

Portanto, é inegável que a questão acadêmica pós pandemia deve ser debatida. Cabe ao Estado estabelecer aulas remotas e presenciais de qualidade nas escolas públicas, a fim de futuramente criar oportunidades igualitárias para jovens de redes privadas e governamentais. Ao Ministério da Educação que ofereçam cursos de treinamento aos professores das instituições de ensino sobre preparação tecnológica, com o intuito de melhorar as aulas propostas remotamente e ao Governo Federal pensar e estabelecer medidas de acesso à internet em áreas sem sinal, para que assim não haja desigualdade educacional e tecnológica no futuro.