Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 13/12/2021
Com a pandemia, muito tem se discutido sobre a precarização da educação básica, principalmente pública. A desigualdade que sempre existiu hoje se mostra discrepante, mas que somente fora acentuada pela pandemia, afetando principalmente os estudantes de todo o mundo.
Com a crise sanitária, a educação antes de urgente se fez necessária. Contudo, em 2020 o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostrou que 12,6 milhões de moradias ainda não tinham internet, e mais da metade dessas pessoas diziam que ou o serviço de internet não incumbia na renda ou não sabiam usar a internet. A partir disso, podemos dizer que os 26% das pessoas que não tinham condições de ter internet em casa hoje por conta da pandemia e outros fatores, essa porcentagem visa apenas subir junto ao índice de desemprego.
E tudo isso afeta principalmente os mais vulneráveis, de casas onde colocar comida na mesa é mais importante do que contratar serviços de banda larga ou dispositivo eletrônico. E falando dos que ainda possuem esse privilégio do acesso a internet, fatores como o isolamento social e a permanência de toda família ou parte dela em casa também não facilita. A priorização de tarefas por crianças e adolescentes se faz outra questão, especialmente com a permanecia de parentes em casa que acabam querendo ou não, interferindo nas questões educacionais dos estudantes. Sem contar na desestabilidade emocional, afinal, milhões morriam todos os dias.
Com isso, conclui-se que a pandemia só enfatizou a desigualdade social que já havia antes, e que a partir disso devemos nos concentrar a quem mais precisa e produzir uma distribuição mais igualitária de valores, visando uma maior qualidade de educacao para todos sem a interferencia de outros fatores, como outras necessidades básicas.