Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

A Constituição Federal de 1988, assegura o direito a educação de todos os brasileiros visando o pleno desenvolvimento do individuo. Contudo, a pandemia do coronavírus, além de todos os seus aspectos trágicos realçou um traço bem característico de nossa sociedade atual: a desigualdade. A falta de politicas publicas e dificuldade ao acesso a tecnologia contribuem para permanência da problemática.

Em primeira análise, a falta de investimentos na área da educação cresceu radicalmente no período pandêmico, especialmente nas áreas periféricas das cidades.  Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 42% da população tem acesso à internet, sendo que 70% dos usuários encontram-se nas áreas urbanas. Logo, deve-se levar em consideração que estudantes da periferia contam com a escola como principal fonte de conhecimento e aprendizado, porém, acabam sendo prejudicados durante a crise.

A carência tecnológica em certas regiões prejudica principalmente a rede pública. No entanto, com as estratégias adotadas como o fechamento das escolas e isolamento social, fez-se necessário aderir ao ensino á distância (EAD) que evidenciou o despreparo governamental com a educação nacional, já que as escolas não contam com o suporte necessário para o oferecimento do ensino remoto e nem todos os professores têm a formação adequada para dar aulas virtuais.

De acordo com Steve Jobs, “a tecnologia move o mundo”.  No entanto, com a transição do método de ensino para o online agravou a situação de jovens da periferia, exigindo organização tanto das instituições quanto aos alunos e professores. Desta maneira, os estudantes que apresentam uma renda mínima em casa não possuiam condições de estudar, por conta da falta de equipamentos e acesso à internet, fazendo com que seu desenvolvimento e formação fossem prejudicados.Nesse cenário, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou uma pesquisa que aponta que muitas crianças da geração Z nunca ligaram um computador e 97% dos brasileiros acessam a internet pelo celular. Diante disso, é notório que essa falta de políticas públicas fazem com que esse dilema persista.

Portanto, é urgente que medidas devem ser tomadas para conter o problema abordado. Cabe ao  Governo Federal por meio do Ministério da Educação elaborar campanhas, com o foco na distribução de equipamentos tecnólogicos e a criação de planos de internet para os alunos da rede pública de ensino de baixa renda, a fim de promover esse acesso à educação a todos os estudantes. Dessa forma, tornando a sociedade mais igualitária e democrática através da educação.