Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

O ensino a distância (EaD) não é uma realidade nova no mundo contemporâneo, em XVIII nos Estados Unidos isso já acontecia com cursos oferecidos pelo jornal de Boston. No entanto, com a pandemia do COVID-19 no mundo, o Brasil se demonstrou ineficaz ao lidar com o EaD, mesmo que tal realidade já prevalecesse durante três séculos. De tal modo, que os alunos brasileiros foram impactados de forma negativa, além disso acentuou ainda mais a desigualdade.

Em primeira instância, os impactos sofridos pelos estudantes brasileiros são de inúmeras vértices, na qual a que se destaca é em relação a estrutura oferecida aos alunos. Cerca de 5,5 milhões de estudantes no Brasil não tiveram acesso ou tiveram acesso limitado às atividades escolares, segundo o jornal Globo. Dessa forma, impactando diretamente no seu desenvolvimento escolar, que acarretara dificuldades futuras, como por exemplo ao prestar um vestibular no futuro.

Em segunda instância, tais impactos na educação contribuem para o aumento da desigualdade entre os alunos. Enquanto alunos do ensino público sofria com a ausência de insumos tecnológicos para conseguir ter acesso as atividades, cerca de 94% de estudantes da rede privada de ensino ja obtiam estrutura para dar continuidade em seus estudos, segundo dados do jornal Mundo do Estudante. O que se contradiz com a Constituição Federal de 1988, que definia a universalização do ensino para todos, e não a garantiu para aqueles que mais necessitavam  do apoio do governo brasileiro durante a pandemia.

Frente à problemática, faz se necessário medidas para resolver o impasse. Assim, o Ministério da Educação deve, portanto, elaborar leis que garanta o acesso de todos os alunos a atividades escolares, de modo com que seja disponibilizado uma bolsa-auxílio de 600 reais por semestre para os estudantes poderem utilizá-la com a finalidade de obter uma estrutura de acesso as atividade com o EaD. Logo, será cumprido a universalização do ensino para todos, segundo a Constituição Federal de 1988.