Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 13/12/2021
A Constituição Federal de 1988 reza sobre princípios para a educação brasileira, nos quais contemplam a obrigatoriedade, a gratuidade, a liberdade, a igualdade e uma gestão democrática. Dessa forma, a legislação vigente tornou a educação uma ferramenta de transformação social levando ao crescimento do país. No entanto, com a pandemia do novo coronavírus, o isolamento social foi inevitável, extinguindo no primeiro momento as aulas presenciais, fazendo com que muitas escolas particulares implantassem o ensino à distância. Entretanto, essa opção não foi viável a todos, uma vez que há um despreparo governamental no Brasil paralelo ao elevado índice de desigualdade social no que tange o ensino público gratuito. Como disse Nelson Mandela, a educação é a arma mais importante para mudar o mundo. Porém, com o fechamento das escolas em todo o país, crianças e jovens da rede pública de ensino foram lesados em seu direito, pois com aulas EAD muitos desse grupo não conseguiram ter acesso pela falta de estrutura física que as proporcionassem à educação. Nesse contexto, o IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - divulgou uma pesquisa onde 25% dos brasileiros não têm acesso à internet. Assim sendo, é notório que a falta de políticas públicas faz com que esse dilema persevere. Corroborando com essa lógica, o Brasil nunca foi referência de educação, e no atual cenário esse dilema se intensifica. Com isso, o despreparo governamental com relação à educação nacional se tornou mais evidente com a pandemia, aumentando o problema, uma vez que a maioria das escolas não contam com suporte necessário para oferecimento de ensino remoto. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 42% das classes sociais mais baixas estão conectadas, ademais, são poucos os professores que tem formação adequada para ministrar aulas à distância. Nesse sentido, é obvio o descaso do governo com relação a falta de resoluções para mais esse obstáculo em nosso país. Destarte, é de suma relevância que medidas urgentes devem ser tomadas para conter o entrave abordado. Para tanto, o Ministério da Educação deve fomentar projetos de inclusão por intermédio de distribuição de tablets, por exemplo, e a criação de planos de internet gratuitos para alunos de baixa renda, assim como a capacitação de professores da rede pública de ensino a fim de promover o acesso à educação para todos. Desse modo, seriam medidas eficazes e equitativas para a transformação de uma sociedade mais igualitária e democrática, com destaque prioritário para a educação.