Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 13/12/2021

“A essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Nessa menção, a filósofa contemporânea Hannah Arendt, defende que qualquer ser humano deve ter acesso a direitos, desde que assegurados por lei. Na perspectiva atual, um fator preocupante é presente diante da sociedade: os impactos na educação brasileira por conta da pandemia de COVID-19. Nesse contexto, configuram-se como principais causas dos revés a desigualdade social e o desenvolvimento de doenças mentais nos alunos. Como forma de solucionar o problema, é necessário observar suas causas e consequências.

Para Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo. Primariamente, necessita-se destacar que a educação é um direito básico do cidadão brasileiro, garantido pelo artigo 208 da Constituição Federal. Além disso, é o meio essencial para aprender-se os conhecimentos básicos e ter mais chances de um futuro promissor. Por outro lado, devido à pandemia da COVID-19, foi necessário o distanciamento social para combater a disseminação do vírus, impossibilitando as aulas presenciais, tornando-se obrigatório o modo remoto para ensinamento dos conteúdos. Porém a desigualdade social impossibilitou que as aulas ocorressem de forma igual, quando se trata de alunos de escolas públicas e escolas particulares, como exemplo a dificuldade de acesso à internet e dispositivos móveis para acompanhamento das aulas.

Outrossim, por conta do distanciamento social, a falta de interação entre os alunos foi um fator primordial para que desenvolvesse doenças mentais no corpo discente, como depressão e ansiedade. Posto isso, de acordo com uma pesquisa realizada pela UNICEF, em 2020, apontou-se que as crianças, jovens e adolescentes foram os que mais tiveram uma saúde mental prejudicada durante o cenário pandêmico. Diante de tal exposto, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar, sendo necessária a intervenção dos órgãos competentes para resolver esse problema.

Portanto, afim de solucionar as dificuldades e impactos da pandemia na educação brasileira, é preciso que o Estado Governamental - por intermédio do Ministério da Educação e do Ministério da Cidadania - crie programas de inclusão que ajudem os estudantes mais prejudicados a terem o direito e acesso básico à educação, de forma continuada e garantida. Paralelamente, é imperativo que o Governo Federal contribua com o investimento na compra de dispositivo móveis à serem disponibilizados aos alunos que têm uma dificuldade de acesso no ensino remoto. Ainda, é necessário o acompanhamento psicológico e terapêutico com os alunos, diminuindo os casos de depressão e ansiedade dentro das escolas, melhorando a saúde mental dos estudantes. Dessa forma, torna-se uma sociedade mais igualitária e democrática,