Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 12/02/2022
No ano de 2019 o mundo foi surpreendido com uma nova doença que vinha do outro lado do mundo, o que no início parecia um surto controlado em pouco tempo extrapolou as fronteiras e produziu cenas chocantes que ficarão gravadas na história como um dos períodos mais obscuros que já enfrentamos. No Brasil os primeiros impactos dessa tragédia começaram já em 2020, em pouco tempo as relações sociais e de trabalho foram afetadas de maneira sem precedentes, escolas foram fechadas e a já calejada educação brasileira, permeada de mazelas teve que achar soluções para continuar operando.
A solução encontrada para contornar o fechamento das escolas foi ensino mediado por ferramentas digitais, mas em um país que ostenta o topo do ranking da desigualdade tal tarefa constitui um esforço homérico, como exigir de um aluno um celular com internet se em muitas vezes lhe falta o que comer, e o que dizer de escolas onde sequer há banheiros ou de professores já calejados com a dura realidade em que são pressionados a todo dia a se reinventarem em um país onde seu trabalho é tão desvalorizado. Os impactos dessa realidade crudelíssima são os mais nefastos possíveis, muitas crianças já apresentam atraso nas aprendizagens e trilham o tortuoso caminho do analfabetismo e do abandono escolar que bateu recorde no último ano, infelizmente essa é realidade que vivemos atualmente, o Brasil é o mal aluno que não fez o dever de casa e que paga as consequencias dos seus atos.
Para contornar o problema as medidas são as mais óbvias possíveis, tal qual uma pessoa precisa de vacina a educação precisa de investimentos, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação que versa sobre o tema no país dedica vários trechos para falar sobre a valorização dos profissionais de educação e sobre os deveres dos entes da federação e suas incubências, mas a lei se torna letra morta diante da realidade o que nos faz questionar sobre as reais intenções do governo para com a educação, e assim seguimos esperando o melhor mesmo que os prognósticos sejam os piores possíveis, atualmente o Brasil é um paciente não vacinado, em estado terminal que espera na fila por atendimento.