Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 09/03/2022
Segundo o ECA, Estatuto da Criança e do Adolecente, todo cidadão brasileiro em ano escolar tem o direito à educação. Contudo, durante a pandemia de coronavírus, presente no Brasil desde março de 2020, os estudantes precisaram deixar de frequentar as instituições de ensino. De fato, os alunos mais afetados utilizam o sistema público de educação brasileira, inclusive, muitos deles não possuem água encanada, muito menos internet para acessar aulas on-line.
Porém, todas as interações socias e de trabalho passaram a serem realizadas no espaço virtual da internet, sendo assim, a educação não foi uma excessão. Entretanto, 84% dos estudantes do ensino médio estão matriculados em escolas públicas, segundo dados da revista Abril, divulgados em 2021. Portanto, dar continuidade ao aprendizado via vídeo-aulas passou a ser inviável. Em razão, não só da falta de recursos, como computadores e amplo acesso a internet, mas também da falta de preparo dos professores.
Além disso, a precariedade do acesso a internet em regiões mais distantes dos grandes centros urbanos evidência o atraso educacional da criança e do jovem, comparado ao aluno de escola particular, que deu continuidade aos seus estudos durante o isolamento social. Dessa forma, uma pesquisa realizada pelo jornal On, de Riberão Preto, afirma que 79% dos estudantes que ingressaram em uma faculdade no ano de 2020 completaram o ensino básico em uma instituição particular.
Em conclusão, para minimizar os impactos na educação brasileira, o governo deve garantir o acesso dos cidadãos à internet. Implementando novas operadoras com diferentes áreas de coberturas, com enfoque nas periferias e fazendas interioranas, ou até mesmo, através de descontos obrigatórios para planos de estudo. Para que assim, mesmo com qualquer adversidade inusitadas, como uma quarentena obrigatória, o estudante possa continuar evoluíndo nos estudos, garantindo para sociedade futura um profissional muito mais competente.