Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 05/04/2022
Durante o período da Primeira Guerra Mundial, aconteceu a pandemia da Gripe Espanhola, que devido a ocasião do conflito global se espalhou rapidamente pelos continentes, o que levou ao fechamento de instituições de ensino para conter o contágio da doença. Nesse contexto, observa-se que a educação já foi interrompida diversas vezes para tomar medidas sanitárias de controle de doenças contagiosas com alto risco letal. Desse modo, é necessário que medidas sejam tomadas com o intuito de diminuir o problema, que é motivado pelo fechamento das escolas que traz como efeito o atraso no desenvolvimento social e educacional dos alunos.
Nessa perspectiva, de acordo com os dados fornecidos pelo Censo Escolar de 2021, o Brasil possui cerca de 179 mil escolas públicas e privadas da educação bási-ca que foram fechadas devido à pandemia de COVID-19. Diante do exposto, é fato que milhares de estudantes ficaram afastados das instituições de ensino sem ne-nhuma forma de adquirir conhecimento e de socializar com outras pessoas. Des-sarte, é evidenciado o surgimento de consequências maléficas no setor individual e pedagógico dos discentes.
Ademais, com os estudantes fora do ambiente de estudo ocorre o aumento significativo de trabalho infantil de forma informal, em que de acordo com a pes-quisa realizada pelo Conselho Nacional de Juventude é evidenciado que 21% dos jovens e adolescentes abandonaram os estudo em busca de dinheiro para se man-ter durante a pandemia. Dessa maneira, além de aumentar a taxa de evasão esco-lar ocorre a diminuição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país que avalia o nível de alfabetização da população brasileira.
Diante dessa problemática, consta-se que providências devem ser tomadas com o objetivo de impossibilitar o fechamento das instituições que provem educação para prevenir futuras quedas no IDH da nação brasileira. Dessa forma, cabe ao governo realizar aplicações monetárias na área de saúde em análises sanitárias, por meio bolsas em universidades de pesquisas, com a finalidade de prevenir futuras patologias infecciosas. Destarte, com bolsas remuneradas aos estudantes ocorre a contribuição para o progresso da ciência e inovação no Brasil.