Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 21/04/2022
Aristóteles afirmou que a educação tem raízes amargas, mas seus frutos são doces. Apesar da importância inequívoca dela desde o início da civilização, hodiernamente, o ensino não tem o devido reconhecimento, visto que foram consideráveis os entraves na educação juvenil no pós-pandemia do Corona vírus no Brasil. Assim, cabe analisar a gênese e os impactos dessa problemática.
Primeiramente, no filme “O menino que descobriu o vento” um estudante esforça-se para construir uma turbina e levar água para sua comunidade. No Brasil, atitudes como essas não são raras, já que a estrutura educacional vigente disponível é precária. No entanto, com a pandemia de COVID-19 esse cenário intensificou-se e aumentou-se o abismo pedagógico existentes nas escolas. Por exemplo, para adequar-se a essa nova realidade, cidades pequenas tiveram que usar o rádio para continuar as aulas. Logo, urge reverter essa conjuntura injusta.
Ademais, no documentário da Netflix “Educação Americana” são expostos métodos fraudulentos que ricos utilizam para conseguir vagas nas melhores universidades. Nesse viés, inequidades como essas podem ser observadas ao relatar estudantes que tiveram seus horários adiantados às segundas-feiras devido à interrupção da alimentação escolar. Segundo a Organização das Nações Unidas, um bilhão de discentes foram prejudicados com a suspensão das aulas presenciais com essa crise inesperada e sem precedentes. Além disso, houve aumentos nos casos de problemas psicológicos, uma vez que alunos, sobretudo mais vulneráveis economicamente, tiveram que se organizar por conta própria e, com isso, foram ainda mais pressionados. Então, é mister erradicar esses contrastes educacionais.
Destarte, é necessário superar os obstáculos deixados aos jovens estudantes pela pandemia de COVID-19, pois Bacon definiu que conhecimento é poder. Para isso, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve disponibilizar a infraestrutura adequada, por meio de parcerias com empresas, mormente as tecnológicas. Paralelamente, o Ministério da Educação deve treinar os educadores para o uso de modernos dispositivos educativos, mediante cursos, especialmente a distância para que o projeto tenha cobertura completa do território brasileiro. Só assim, os produtos da educação serão tão adocicados quanto a ambrosia dos deuses gregos.