Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 28/10/2022
Em primeira análise, é notório que durante muito tempo no Brasil a educação não foi considerada um direito universal. Durante o período colonial era destinada apenas a aos filhos da nobreza portuguesa e aristocracia brasileira. No entanto, mesmo tendo se passado séculos, determinadas classes sociais ainda enfrentam obstáculos no acesso pleno a educação. De tal forma que ,durante a pandemia de COVID-19 as lacunas de aprendizado foram aumentadas, evidenciando uma desigualdade social que precisa ser enfrantada.
Haja vista, é importante ressaltar que na Constituição de 1934 foi a primeira vez que a educação apareceu como um direito universal de todos. Além disso apenas em 1940 as escolas secundárias vão tendo uma grande expansão e perdendo gradualmente o seu caráter elitista. Não obstante, de acordo com pesquisas do PNAD (2019), o Brasil ainda tem 11 milhões de analfabetos e a maior parte se encontra no nordeste, que apresenta o dobro da média nacional.Em vista disso, nota-se que algumas regiões ainda estão marginalizadas no processo educacional.
Ademais, com a pandemia do COVID-19, a educação se encontrou prejudicada com o fechamento das escolas logo, novos métodos de ensino foram surgindo. Nessa perspectiva, o ensino remoto se tornou uma opção que trouxe suas vantagens e desafiosvisto que, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação ,mais de 93% das escolas públicas sofreram dificuldades em realizar todas as atividades pedagógicas determinadas pelo Ministério da educação, sendo a maior dificuldade a falta de dispositivos eletrônicos. Por conseguinte, a taxa de evasão escolar durante a pandemia aumentou 171% em relação ao ano de 2019. Por outro lado, as escolas privadas apresentaram uma resposta rápida ao uso de recusos digitais.
Diante de tais fatos, para que se diminua as lacunais educacionais geradas ao longo de anos e evidenciadas com a pandemia, é necessario que o Estado invista mais na educação, aumentando o valor das verbas destinadas ao setor , além de fiscalizar se o dinheiro está sendo empregado de forma eficiente. Assim, algo que foi criado para ser um instrumento direto de democracia, não se tornara um elemento de opressão simbólica, como o descrito por Pierre Bourdieu.