Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 25/10/2022

A Constituição Federal de 1988 estabeleceu para a educação brasileira princípios de obrigatoriedade, gratuidade e igualdade. Entretanto, com a pandemia do coronavírus, esses direitos foram descumpridos, uma vez que as aulas presenciais foram extinguidas e o ensino à distância foi implantado sem estruturas, o que gerou impactos na aprendizagem dos alunos. Nesse contexto, o despreparo governamental e a desigualdade social contribuem para essa problemática.

Sob esse viés, vale ressaltar a ineficácia estatal ao se tratar da educação no Brasil. Dessa forma, de acordo com Nelson Mandela, a educação é a arma mais poderosa para transformar o mundo. Contudo, ao se fitar a realidade brasileira, percebe-se a desvalorização que esse setor vivencia, no qual há ausência de resoluções educacionais e de formação dos professores para lecionar à distância. Sendo assim, durante a pandemia, nota-se os prejuízos intelectuais vividos por esses estudantes, como o aumento na dificuldade da leitura e a crescente evasão escolar.

Além disso, outro vetor recai sobre a significativa disparidade social existente no país. Desse modo, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 7,28 milhões de famílias vivem sem acesso à internet no Brasil. Com isso, quando houve o fechamento das escolas e a troca das aulas presenciais para as virtuais, muitos alunos foram afetados negativamente, já que o acesso aos meios tecnológicos não é igualitário no território brasileiro. Assim sendo, percebe-se que, após a pandemia, o sistema educacional se tornou excludente.

Depreende-se, portanto, que o Ministério da Educação, órgão responsável pelas políticas públicas de ensino, deve promover a preparação dos profissionais da educação, por meio de cursos de didática virtual, para que estes saibam se adaptar aos novos meios de ensino e consigam passar um ensino de qualidade aos seus alunos. Paralelamente, o Ministério da Educação deve auxiliar seus alunos a se adaptarem, por intermédio da distribuição de tablets e criação de planos de internet para os estudantes de rede pública, a fim de contribuir para o acesso igualitário de internet para os estudantes. Logo, acontecerá a efetivação dos princípios da Constituição.