Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 26/10/2022

De acordo com o UNICEF, orgão das Nações Unidas, em novembro de 2020, mais de 5 milhões de meninos e meninas de 6 a 17 anos não tinham acesso à educação no Brasil. Nesse contexto, a pandemia foi uma grande percussora da evasão escolar no país, em que grupos marginalizados perderam o seu direito à educação pela falta de utensílios tecnológicos. Nesse viés, é importante analisar a ineficiência do ensino remoto e a falta de inclusão digital.

Nessa perspectiva, com o surto da covid-19, é notório que o Brasil não estava preparado para um processo repentino de digitalização, em que na maioria das escolas públicas não tinham uma estrutura adequada e nem professores capacitados para o ensino no meio online. Como causa, metade dos alunos de 15 a 17 anos matriculados na rede pública de aprendizagem não possuíam equipamentos ou acesso à internet para acompanhar as aulas remotas, segundo o IBGE. Desse modo, houve uma enorme defasagem no estudo pela carência de estruturação tecnológica de ensino nas escolas, consequentemente, resulta no desinteresse e evasão escolar dos estudantes.

Além disso, o filósofo John Locke, em seu " Contrato Social", defende que o Estado deve fornecer medidas que garantem o bem-estar coletivo. Sob essa ótica, com o advento da pandemia, a desigualdade social surgiu de forma escancarada na educação, no qual o não acesso à internet e a aparelhos digitais, por grupos marginalizados economicamente, ocasionou um grande déficit de ensino na sociedade. Dessa forma, com a falta de inclusão digital, o Estado deve apresentar formas de mitigar esse retrocesso social, promovendo estrátegias de fornecimento a introdução da digitalização educacional para os estudantes, consequentemente, irá amenizar a desigualdade e o Estado cumprirá o seu papel.