Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 31/10/2022

A canção “Que país é esse”, da banda Legião Urbana, tece uma crítica social, apresentando os principais problemas enfrentados pelos brasileiros. Sob o mesmo ponto de vista, um dos maiores empecilhos são os impactos da pandemia na educação brasileira. Nesse prisma, destacam-se dois fatores: inadaptação e a desigualdade de ensino.

Nesse cenário, é preciso entender sobre a adaptação no mundo digital. Em primeira instancia, a Revolução Industrial impulsionou o desenvolvimento da tecnologia, que possibilitou o surgimento de uma nova forma de aprendizagem: o ensino a distância (EAD). Entretanto, muitos jovens não conseguiram se adaptar a esta nova modalidade, tendo em vista que a COVID-19 foi uma pandemia inesperada, que obrigou as instituições a aplicarem este ensino de forma imediata, sem preparar os alunos para tal. É inquestionável que o ensino remoto requer dos indivíduos muita organização, que prejudicou a educação daqueles que não souberam como fazê-la. Dessa maneira, o EAD desfavoreceu a qualidade de educação devido ao despreparo dos mesmos para esta forma de ensino.

Nesse contexto, é necessário questionar a desigualdade de ensino. Primeiramente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), 1 a cada 4 jovens não estão inseridos na internet, ou seja, 75% não tem acesso ás aulas online. É nítido que a desigualdade entre os sistemas públicos e privados de educação cresceu ainda mais, considerando que as parcelas favorecidas da sociedade têm acesso aos melhores recursos de ensino, tais como videoaulas ao vivo, aplicativos educacionais, enquanto os menos favorecidos sequer tem acesso à internet. Deste modo, fica explícito que os jovens de escolas públicas foram extremamente prejudicados durante a pandemia.

Mediante aos fatos expostos, medidas precisam ser tomadas para solucionar este impasse. Assim sendo, cabe ao Ministério da Educação, pois este é o órgão responsável por assegurar um ensino de qualidade, criar programas de reforços educacionais, por meio de verbas governamentais, a fim de ajudar os estudantes que foram prejudicados durante a pandemia, oferecendo aulas e cursos gratuitos, para que tenham acesso a uma educação excepcional.