Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 08/11/2022

“O importante da vida não é viver, mas viver bem”. De acordo com Platão, ainda na Grécia Antiga, é a qualidade de vida, e não a simples existência, o que deve ser valorizado. Porém, mais de dois mil anos depois, “viver bem” ainda se mostra uma difícil tarefa aos estudantes que enfrentam os impactos da pandemia da educação no Brasil, haja visto os altos índices de famílias com falta de acesso à internet. Desse modo, é essencial analisar os principais propulsores desse contexto hostil: o descaso governamental e a falta educacional.

Sob esse viés analítico, é importante destacar, a princípio, que a inoperância estatal é um fato preponderante para a ocorrência dessa problemática. De acordo com Thomas Jefferson – terceiro presidente dos Estados Unidos –, a aplicação das leis é mais importante que sua elaboração, visto que, em decorrência dessa indiligência do poder público, cria-se um ambiente propício para sequelas profundas no ensino tais como o analfabetismo e evasão escolar. Por isso, é notório que a omissão do Estado perpetua o deficitário acesso à cidadania.

Por outro lado, é fulcral salientar a culpa de parte da população à degradante situação dos discentes que apresentam entraves em suas vidas como a pressão familiar e insegurança. “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. A afirmação, atribuída à filósofa Simone de Beauvoir, pode ser aplicada a situação de vulnerabilidade social presente nesse grupo, já que mais escandalosa do que a ocorrência dessa problemática é o fato da população se habituar a essa realidade. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, por intermédio de especialistas, promova palestras e discussões acerca do tema – o qual irá abordar questões sobre as tecnologias educacionais – a fim de reeducar a todos e construir hábitos modernos relevantes para melhorar o convívio em sociedade. Deste modo, espera-se que os indivíduos em questão recebam uma maior atenção do Estado e a sociedade para que possam, finalmente, “viver bem”.