Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 10/11/2022
O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o tema positivista “Ordem e Progresso” não só a Bandeira Nacional, mas também para a nação que, no contexto atual, enfrentava significativos estorvos para seu desenvolvimento. Lamentavelmente, os impactos da pandemia na educação brasileira representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que esse problema resulta na desordem e no retrocesso do desenvolvimento social. Esse lastimável panorama é calcado na inoperância estatal e tem como conseguência a dificuldade de adaptação ao novo, causada pela desigualdade entre o sitema público e privado da educação.
De início, há de se constatar a débil ação do Poder Público enquanto mantenedora da problemática. Acerca disso, o filósofo inglês Thomas Hobbes, em seu livro “Leviatã”, defende o dever do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso de coletividade. As autoridades, contudo vão de encontro com a ideia de Hobbes, uma vez que possuem um papel inerte em relação a grande diferença encontrada entre e o sistem público e privado da educação. Esse cenário decorre do fato de que, assim como pontuou o economista norte-americano Murray Rothbard, uma parcela dos representantes governamentais, ao se orientar por um viés individualista e visar a um retorno imediato de capital político, negligencia a conservação de direitos sociais indispensáveis como o direito de uma educação de qualidade para todos os jovens e adolecentes. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua o desenvolvimento educacional no Brasil.
Por conseguinte, engendra-se a dificuldade das escolas se adaptarem ao novo.
Posto isso, de acordo com o IBGE, cerca de 57% da populçaõ tem acesso a internet . Diante de tal exposto, como a internet se tornou um meio necessário nesse momento de crise, esse problema foi um grande agravante. Logo é inadmissivél que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, que é mister a atuação governamental nos impactos a educação gerados pela pandemia. Assim, a fim de dar melhores condições de estudos no país, cabe ao Poder Executivo, mais especificamente ao Ministério da Educação adequar gastos e direcionamentos de verbas para a educação do país. Tal ação deverá ocorrer por meio de insentivos estudantil como bolsas de estudos, financiamentos estudantil, dando oportunidades para todos aqueles que se sentiram prejudicados com essa fase vivida. Somente assim, com a conjuntura de tais ações, os brasileiros verão o progresso referido na Bandeira Nacional Brasileira como uma realidade.