Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 11/11/2022

A Constituição Federal brasileira, em seu artigo 205º, aponta a educação como responsabilidade compatilhada entre Estado, família e sociedade. Dessa maneira, no contexto pandêmico caberia a essas três esferas garantir a educação de crianças e jovens a fim de minimizar os impactos causados pelo distanciamento social. Entretanto, barreiras tecnológicas e sociais impediram que isso fosse feito de maneira igualitária para os estudantes. Assim, cabe relacionar os impactos sofridos com a falta de inclusão digital bem como com a manutenção de desigualdades regionais.

Em primeiro lugar, é importante relacionar a pandemia ao sentimento de insegurança e medo. Muitos estudantes, afastados repentinamente da escola, demoraram a se organizar e criar uma rotina de estudos remoto. Além disso, a falta de acesso às tecnologias dificultou a aprendizagem de milhares de brasileiros que se viram sem recursoos e apoio para estudar. Apesar das aulas EAD e do esforço de muitos professores para se adaptarem ao novo modelo educacional, os 46 milhões de brasileiros sem internet, segundo dados do IBGE, não tiveram seu direito à educação garantidos.

Ademais, tendo em vista as diferenças organizacionais e infra-estruturais da rede pública e privada, a desigualdade regional foi fomentada pela pandemia. Na série “Segunda Chamada”, produzida pela rede globo, a professora Lúcia ao assumir uma turma do Ensino de Jovens e adultos(EJA) encara difíceis e distintas realidades vivenciadas por seus alunos, assim como os esforços feitos para continuarem estudando.Sendo assim, os alunos dde baixa renda encontraram-se ainda mais vulneráveis na pandemia, já que, muitos, não puderam usar seu tempo apenas para estudar, mas também para ajudar na renda de casa.

Logo, de acordo com o exposto, urge que o Ministério da Educação proporcione no retorno escolar cursos de nivelamento para alunos de escola pública, a fim de dimininuir as disparidades educacionais. Além disso, o Poder Público deve promover programas de inclusão difital, como bibliotecas públicas com acesso à internet e com profissionais que auxiliem no manuseio de intrumentos tecnológicos. Assim, o artigo constitucional será assegurado aos brasileiros.