Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira
Enviada em 14/04/2023
O educador Paulo Freire afirma que a educação tem poder de transformar a socie-dade. A partir disso, nota-se tal prática social como integrante do meio, podendo influenciar e ser influenciada. Logo, em períodos de crises como, por exemplo, a pandemia, percebe-se mundanças que afetam estudantes, profissionais de ensino e, consequentemente, toda população. Nesse sentido, é evidente que essa fase impactou na saúde mental e no processo de aprendizagem.
Em primeira análise, convém ressaltar sobre como o momento trouxe diversos problemas mentais. Acerca disso, a Organização Mundial de Saúde define saúde como um estado de bem-estar físico, mental e social. Sob tal ótica, ao ver que 45% de 6000 estudantes apresentaram ansiedade, dado divulgado pelo Instituto Oswal-do Cruz, percebe-se a situação de estresse vivenciada pelos discentes durante a época pandêmica. Assim, o processo de adaptação somado as pressões, incertezas da vida estudantil e o medo da doença tornaram a patologia frequente, expressan-do um forte impacto na educação brasileira, uma vez que o jovem estudantil tente a ter uma piora na efetividade, podendo prejudicar outras área de sua vida. Dessa maneira, ainda que outros aspectos estejam positivos, a mente não está saudável.
Além disso, vale lembrar do atraso no ensino de muitos alunos. Sobre isso, pode-se citar a Roma antiga, onde a educação era acessível para a elite. Nessa perspectiva, observa-se a intensa desigualdade no Brasil, permitindo que uma parcela tenha acesso, mas para a outra, isso seja negado. Assim, uma fração significativa dos alunos brasileiros não teve a oportunidade de experimentar o ensino a distância, gerando um atraso na sua vida acadêmica, expressado na falta de conhecimento, competências escolares, analfabetismo funcional, evasão escolar. Dessa maneira, a modernidade reflete comportamentos nocivos da antiguidade.
Evidencia-se, portanto, que o Ministério de Saúde deve atender os educandos, por meio de atendimento com psicólogos e psiquiatras nas instituições educacionais, visando auxiliar no combate a doenças mentais. Somado a isso, o Ministério da Educação deve elaborar campanhas, por intermédio da distribuição de instrumen-tos e a criação de plano de internet para alunos de baixa renda, objetivando garantir a educação para todos.