Debate sobre os impactos da pandemia na educação brasileira

Enviada em 16/05/2024

Segundo o filósofo romano Sêneca, “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre tudo”. Esse pensamento é passível de ser relacionado à discussão sobre os impactos da pandemia na educação brasileira, que apresentam como causa a negligência estatal e como consequência a evasão escolar, compreendendo fatores determinantes associados à essa prolemática.

Nesse viés, o poder público, e mais especificamente o Estado, não cumpre o seu papel como uma entidade crucial para a promoção de um ensino de qualidade e de uma distriuição equitativa de internet. Sob essa ótica, o sociólogo polonês Zygmunt Bauman argumenta, através do conceito de “Instituições Zumbis”, que alguns desses órgãos - dentre eles o Estado, perderam sua função, atuando como “zumbis” na sociedade. Tal circunstância resulta na precarização do aprendizado escolar dos alunos, já que a educação não recebe políticas educacionais consistentes, além da falta de acesso às ferramentas digitais para a maioria dos brasileiros, que impossibilitou uma conexão estável para a contemplação das aulas online. Desse modo, infere-se que, apesar de o governo existir, sua negligência em desempenhar sua respectiva função contribuiu para os efeitos da pandemia no sistema educaional brasileiro.

Ademais, o abandono escolar foi um dos impactos que mais geraram desdobramentos negativos, devido, principalmente, ao despreparo das instituições de ensino. Em virtude disso, segundo uma pesquisa realizada pela organização Todos Pela Educação, a evasão escolar teve um aumento de 171% durante a crise global do covid-19. Essa análise demonstra que a infraestrutura das entidades não era adequada para a continuidade da pedagogia durante tal período, uma vez que milhares de indivíduos se afastaram do ambiente escolar. Por conseguinte, a falta de assiduidade escolar evidencia que o ensino a distância não foi promovido para todos, aumentando o nível da disparidade da educação entre os brasileiros.

Diante dos argumentos expostos, fica evidente a necessidade e mudanças para superação dos desafios listados. Portanto, cabe ao Ministério da Eduçação, orgão responsável pela manutenção da aprendizagem no Brasil, promover novas políticas, por meio de reuniões que possibilitem aos alunos afetados pela pandemi