Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 11/04/2022
Foi no Egito que surgiu o primeiro zoológico conhecido na história, lá eram mantidos diversos animais selvagens. No entanto, oposto aos propósitos de hoje, a prisão desses animais servia para uso pessoal do Faraó e sua elite - especialmente para caças mais reservadas-. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: quais são os motivos de aprisionar os animais para protegê-los e se isso é apenas uma justificativa humana para suas más ações.
Em primeira análise, evidencia-se que os motivos pelos quais os animais são retirados de seus habitats naturais são para sua segurança. Sob essa ótica, ações humanas - como o desmatamento- gerou a perda de aproximadamente 17 milhões de animais vertebrados no ano de 2020, segundo ONGs e universidades. Dessa forma, mostra-se a importância desses ambientes que abrigam os animais, assim evitando que espécies sejam extintas e gerando a sensibilização do público à educação ambiental para que o ambiente natural pare de ser destruído.
Além disso, é notório que os fins pelos quais os zoológicos existam são éticos e não ferem as leis federais de defesa aos animais. Desse modo, estes locais além de ajudarem na conservação das espécies, proporcionam pesquisas científicas, o apoio à conservação da natureza, o lazer e o entreterimento para os visitantes. Consoante a isso, a citação popular “nem tudo o que parece é”, se encaixa no contexto, pois pode parecer errado manter animais em celas, mas a finalidade é mantê-los vivos e sob cuidados.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham diminuir a degradação ambiental para que a necessidade de colocar mais animais em celas não aconteça. Dessa maneira, cabe ao IBAMA e ao PNMA, reservar partes de florestas, por meio de leis e campanhas, a fim de que espécies fiquem a salvo em seu ambiente propício, sem ter que enviá-los aos zoológicos.