Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 19/04/2022
O filme “Madagascar” retrata, dentre outros personagens, a zebra Marty, que vive aprisionado em um zoológico e sonha em voltar para a Savana, habitat natural da espécie. Assim como na obra abordada, muitos animais são retirados de seu espaço natural para se tornarem exibições, o que tem fomentado muitos debates. Nesse sentido, é preciso salientar que, apesar de existirem locais que desrespeitam os animais, muitos desses funcionam como ambientes de preservação.
Sob tal viés, cabe notar, primeiramente, muitos zoológicos realmente não oferecem vida digna aos bichos e retiram os animais de seus habitats para usá-los como produtos em exibição para ganhar dinheiro. Nessa perspectiva, é possível referenciar o caso do zoológico do Rio de Janeiro que, após diversas denúncias de maus tratos e de investigações pela polícia, só foi autorizado a continuar em funcionamento ao se comprometer em se tornar um bioparque. Nesse contexto, é nítido que tais ambientes são alheios às vidas sob sua tutela e fazem jus às, cada vez mais frequentes, críticas a esses espaços e à forma como tratam esses seres como mercadoria.
Entretanto, apesar desses casos, muitos zoológicos pelo mundo também funcionam como centros de reabilitação, pesquisa e preservação da vida selvagem, como é o caso dos santuários de elefantes na indonésia e o bioparque Temaiken, na Argentina. É perceptível, então, que nem todos são nocivos aos animais, já que locais como os citados são extremamente relevantes para a manutenção e a saúde de muitas espécies e necessitam das verbas angariadas nas visitações para se manterem em funcionamento. Logo, é evidente que, apesar da má fama que os zoológicos têm adquirido, é necessário distinguir entre eles os que são irregulares e os que não são para não prejudicar o importante trabalho que realizam.
Portanto, conclui-se que existem zoológicos que funcionam para a preservação da vida animal e outros apenas para o lucro. Por esse motivo, cabe às autoridades governamentais, responsáveis por aplicar as leis, prezar pela preservação da saúde e do bem-estar da fauna cativa e aos potenciais visitantes, se informar antes de visitar um local desses. Tais ações podem se concretizar por meio de ações de fiscalização e da aplicação de rigorosas multas, coibindo o funcionamento de instalações em situação irregular por parte dos primeiros e, também, da pesquisa prévia pelos turistas sobre os locais que escolhem visitar e financiar. Somente assim, os animais em zoológicos poderão ter uma vida mais digna.