Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 15/04/2022
Precipuamente, é fulcral pontuar a insuficiência da legislação vigente como fator agravante da problemática. O filósofo Maquiavel, em suas obras, defendeu a tese de que as leis, mesmo escritas em papel, não têm poder de mudança se a elas não vierem atreladas políticas públicas que atuem na base da problemática. Dessa forma, ainda que haja a “Lei dos Crimes Ambientais” que condena qualquer prática de abuso e maus-tratos aos animais, essa não é suficiente para conter o desrespeito a eles nos zoológicos. Nessa perspectiva, mascarados por ações de preservação, os zoológicos, ao retirarem os animais de seu “habitat” natural, fazem com que esses bichos tenham que se adaptar a uma nova realidade que, para eles, não é confortável e configura uma situação de abuso. Logo, a criação de políticas públicas que visem à fiscalização dessas áreas é medida de extrema relevância.
Ademais, é imperativo ressaltar as consequências das situações de abuso e desrespeito por parte dos zoológicos à vida das espécies ali presentes. No filme “As aventuras de Pi”, da Century Studios, é relatada a história de Pi que, durante uma viagem ao Canadá, perde toda a sua família em um naufrágio, restando apenas os animais que viviam no zoológico de seu pai. Durante a história, Pi percebe marcas de agressões na pele dos bichos e se compadece por eles. De forma análoga ao retratado na trama, os animais que vivem em zoológicos,no Brasil, além de serem retirados do meio natural onde tinham mais liberdade, são submetidos à situações de violência física e maus tratos que configuram graves casos de depressão e transtornos psicológicos, como divulgado, através de dados, pela Justiça Brasileira. Por conseguinte, é notório que o zoológico, apesar de apresentar bom conceito no