Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 15/04/2022
O filme Madagascar, animado pela DreamWorks, narra a história de Alex e seus amigos, animais que decidem fugir do zoológico em que vivem e se aventurar pelo mundo. Analogamente, fora da ficção, a situação do seres enclausurados em locais semelhantes ao mostrado pelo longa não é muito diferente. Assim, é lícito afirmar que a mercantilização dos bichos e a péssima educação corroboram a permanência desse cenário no Brasil.
Convém ressaltar, a princípio, o objetivo capitalista de grande parte dos zoológicos. Sob esse viés, o filósofo alemão Karl Marx afirma que, visando obter maior quantidade de lucro, os empresários não se importam com os impactos de suas ações. Dessa forma, a necessidadade de criar negócios mais rentáveis faz com que muitos zoológicos não dirijam investimentos suficientes para manter uma estrutura que, por exemplo, reproduza fielmente os habitats naturais dos bichos. Portanto, vítimas de um sistema que procura, acima de tudo, o lucro, os animais são expostos a episódios de maus tratos.
Ademais, convém ressaltar a baixa qualidade do ensino ambiental existente em território canarinho. Nessa perspectiva, de acordo com Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, a educação é a arma mais poderosa que pode ser utilizada para mudar o mundo. Apesar disso, verifica-se que a pedagogia não é utilizada como ferramenta para mudar a preocupante realidade vivida por muitos animais residentes em cativeiro, já que os cidadãos, por não terem conhecimento da importância de proteger os bichos silvestres, encaram os zoológicos como meras fontes de entretenimento. Consequentemente, devido à ignorância acerca da temática, a população continua a frequentar tais locais e a perpetuar a máquina de exploração selvagem.
Por fim, com o fito de diminuir a quantidade de zoológicos precários e, desse modo, promover a qualidade de vida dos animais, cabe ao Ministério do Meio Ambiente incentivar os indivíduos a denunciarem locais de abuso da vida selvagem, por meio de um projeto publicitário que os ensine a reconhecer situações de vulnerabilidade animal. Dessa maneira, a problemática será arrefecida e o panorama narrado por Madagascar ficará somente no mundo da ficção.