Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 28/04/2022

Ignorância. Omissão. Ganância. Essas são questões que caracterizam os problemas nos zoológicos, assim compactuando com o desrespeito aos animais e deturpando o princípio de ambientes de preservação e reabilitação. Nesse contexto, o debate sobre os zoológicos é um desafio na sociedade e persiste devido, não só à uma carência de informação, mas também como uma má fiscalização que prioriza aos interesses financeiros.

Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à consolidação de uma solução, a incompreensão da intenção de um zoológico. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: as pessoas não tendo acesso à informação sobre os 3 grandes propósitos de um zoológico que são a preservação, reabilitação e a educação ambiental, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.

Em consequência disso, surge a questão da priorização do lucro, que intensifica a gravidade do problema. Theodor Adorno, filósofo da Escola de Frankfurt, cunhou o conceito de Indústria Cultural para criticar a desvalorização da arte no contexto do capitalismo cultural. Diante dessa perspectiva, problemas como a negligência na fiscalização, florescem em virtude da supremacia de interesses financeiros, que acabam por ganhar grandes proporções, tal como o caso das girafas do Bioparque do Rio de Janeiro que em plena condição de volta para a natureza, informado pelo portal de notícias G1, foram submetidas a maus-tratos que declinaram em morte de 3 exemplares. Assim, tem-se a objetificação de sujeitos e de práticas sociais como consequência, o que acaba por agravar o debate.

Convém, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para esse fim, é preciso que ONG’s, em parceria com mídias de grande acesso, criem campanhas nas redes sociais para conscientizar a sociedade sobre a importância desses ambientes de preservação e repensar sobre a priorização de seus interesses financeiros. Tais campanhas devem refletir a atuação desses interesses no debate sobre os zoológicos, para que a população possa decidir criticamente quais são as prioridades que promovem um bem-estar dos animais.