Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 29/04/2022

Os zoológicos são criadouros de animais com exibição ao público, tendo como principal objetivo a preservação. Contudo, esses espaços geram controvérsias, haja vista que acabam sendo locais que causam mais danos do que benefícios aos bichos, visto que são retirados dos seus habitats naturais e, consequentemente, sujeitos a distúrbios comportamentais em detrimento do confinamento. Além disso, são submetidos à sedação para mantê-los dóceis, o que compromete suas vidas.

Nessa perspectiva, a retirada de animais dos seus locais de origem geram animais estressados e depressivos. De acordo com a Revista Científica Eletrônica de Ciências Aplicadas da FAIT o animal em cativeiro não pode expressar suas potencialidades por causa do ambiente limitado, o que acarreta estresse e depressão. Tal fato mostra o impacto negativo que os zoológicos provocam nos bichos, dado que comprometem a qualidade de vida dos indíviduos, podendo levá-los até mesmo à morte, dadas as circunstâncias desfavoráveis ao desenvolvimento.

Ademais, para assegurar que detenham um comportamento dócil, os animais são sujeitos a sedativos, comprometendo a vida deles. Segundo o site jornalístico “G1” o excesso de sedação matou a onça de um zoológico em Araçatuba. Diante disso, é evidenciado a falta de zelo e respeito com os animais, posto que um ambiente que foi idealizado para ser seguro e protetor se torna ameaçador e impróprio para eles.

Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente. enquanto esfera protetora do meio ambiente, juntamente com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos naturais (IBAMA), proibir a extração de animais dos seus habitats naturais, por meio da criação e implementação da lei, com a finalidade de evitar que os bichos sofram transtornos comportamentais em detrimento da mudança dos seus lugares de origem. Outrossim, o Ministério do Meio Ambiente também deve fiscalizar a sedação de animais, mediante a contratação de veterinários, com o intuito de não só garantir que a sedação seja feita apenas quando necessária, mas também evitar que mortes ocorram em detrimento da utilização de uma superdose. Dessa forma, os animais serão respeitados e a problemática será resolvida.