Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 29/04/2022

Segundo dados do Instituto de Conservação da Biodversidade Chico Mendes (ICMBio) pelo menos 1173 espécies animais vivem sob risco de extinção.

Cerca de 75 mil animais em seus plantéis nas mais de 108 instituições zoológicas brasileiras correm risco e são alvo de crítica de biólogos e ativistas que são contra o modelo.

Não temos o direito de capturar e confinar animais mesmo que estejam em perigo, o fato de uma espécie estar em extinção não diminui os direitos dessa espécie. É fato que animais em cativeiro sofrem de estresse e tédio e nenhum tipo de confinamento pode ser comparada com a liberdade do animal selvagem.

Normalmente programas de reprodução em cativeiro não liberam os animais de volta na natureza e os filhotes acabam sendo parte de zoológicos, circos, exposições e comércios que podem ser rotulados como exploração; se zoológicos ensinam alguma coisa para crianças: é que aprisionar animais para nosso próprio entretenimento é aceitável.

Se as pessoas querem ver animais selvagens na vida real, elas podem observar a vida selvagem na natureza ou visitar um santuário. Um verdadeiro santuário não deve comprar ou vender animais, mas deve abrigar animais indesejados, espécies exóticas, animais excedentes de zoológicos e animais selvagens feridos que não podem mais sobreviver na natureza.

A fiscalização no país deveria ser mais ativa garantindo as condições de bem estar dos animais, os estados deveriam ter políticas mais adequadas e requerimentos mínimos a serem cumpridos, tanto as secretarias de meio ambiente estaduais quanto o Ibama deveriam trabalhar em parceria, preocupando-se não apenas com denúncias mas sobretudo com o controle de regras para melhorar as condições de vida dos animais.

Em síntese, é necessária uma transição para um novo modelo.

A ideia de pagar para ver animais expostos como em vitrine não é mais aceita, os santuários estão chegando mas precisam ser transparentes aos visitantes sobre as condições que os animais vivem, conceder conscientização de preservação ambiental e sofrerem fiscalização ativa.