Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 01/05/2022
Segundo o filósofo Séneca “Para a ganância, toda natureza é insuficiente”. Assim, com o advento da urbanização, o crescimento da densidade demográfica, a globalização, a exploração e o desmatamento de ambientes com relevância mundial, a sociedade desampara e marginaliza os animais. Dessa forma, o zoológico torna-se um meio errôneo de proteção aos animais, no qual reflete a comercialização dos animais e o oferecimento de uma vida injusta e maléfica, logo, apresenta-se como um meio de desrespeito aos animais em diversas esferas.
A princípio, vale ressaltar o art. 4º da Declaração Universal dos Direitos dos Animais, no qual promete a todo animal selvagem, ou não, o direito de viver em seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático, além de qualquer privação de liberdade ser contrária ao artigo vigente em todo mundo. Entretanto, a realidade se difere, a qual o zoológico contrapõe com tal liberdade, de maneira que os animais são retirados de seus ambientes naturais e introduzidos em espaços inferiores à sua necessidade, proporcionando-os uma vida injusta e maléfica em esfera social e de saúde.
Outrossim, esses ambientes apresentam-se de forma equivocada tal “proteção”. De acordo com o ex-diretor de zoológico David Hancocks, menos de três por cento do orçamento de um zoológico vai para conservação, enquanto a maior parte é para campanhas de marketing e outros, o qual evidencia-se a comercialização desses animais, tornando-os produtos, por meio de exploração e retornos financeiros de tal espaço.
Portanto, é preciso que o Ministério do Meio Ambiente, juntamente com o Ministério da Justiça tomem providências para transformar o quadro atual no país, por intermédio de severas punições à comercialização de animais, a fiscalização e proporção de ambientes naturais seguros para toda espécie nativa, além, da fiscalização e fechamentos de zoológicos. Também se torna imprescindível campanhas para diminuir o consumo desses ambientes e a criação de planos de contingência ambiental. Dessa forma, o direito prometido aos animais será garantido e a natureza será suficiente, visto que a ganância será reprimida.