Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 02/05/2022

Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu em suas obras a “teologia do traste”, cuja principal característica reside em dar valor para às situações frequentemente esquecidas ou ignoradas. Não distante da obra, faz-se importante um olhar mais crítico a respeito da importância da preservação ou desrespeito aos animais. Diante dos fatos, urge um olhar crítico a respeito da problemática, a qual tem lógica capitalista e alienação social como as principais causas.

Em primeiro lugar, o capitalismo está presente, aproveitando a beleza dos animais como belas vitrines vivas. Nessa perspectiva, animais são enjaulados em áreas que não representam a tamanho ideal para seu conforto, dessa forma, contribuindo para o estresse, de tal maneira que cause grande sofrimento ao animal. Como visto em “A Máfia dos Tigres”, série do catálogo da Netflix, animais ficam expostos como objetos, a fim de entreter os visitantes. Porém em investigações, é constatado que o maior objetivo dos admistradores, não é a qualidade de vida dos animais, mas sim, a geração de poder aquisitivo.

Ademais, há uma grande alienação populacional que financia a manutenção do cárcere, na qual tem uma forte crença que zoológicos tem, como principal foco, a preservação e o cuidado dos seres heterotróficos, seres estes, que não se encaixam mais em seus habitats naturais. Na obra, “Sapiens - Uma Breve História da Humanidade”, de Yuval Harari, é colocado em perspectiva, que a humanidade ao longo dos tempos, domesticou e aprisionou animais em busca de objetivos pessoais, fazendo do homem, um ser egoísta.

Portanto, a fim de garantir a segurança e qualidade de vida ao seres que compõe nosso ecosistema, e que não estão mais em condições de voltar para seus ambientes de origem, faz-se presente a ação do Poder Público, investir em áreas de preservação, por meio de repasse de verbas, com o fito de que os animais tenham espaços maiores e mais próximos de seus habitats naturais, de tal forma que não fiquem expostos para embelezamento, e que não sejam sustentados por meio de visitantes. Espera-se, com essa medida, que o desrespeito aos animais seja paulatinamente erradicado e que os animais tenham dias melhores.