Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 22/05/2022
A produção estadunidense “Compramos um Zoológico” retrata os desafios diários e financeiros de administrar e, no caso dos personagens principais, conviver com animais silvestres. Nessa perspectiva, os ambientes de preservação e o desrespeito aos animais tem se tornado um problema a ser debatido de forma organizada pela sociedade. Dessa maneira, vale destacar a invisibilidade da questão e a negligência do poder público.
Em primeira análise, é importante observar que a desinformação a respeito do assunto por parte da população ainda é um grande obstáculo na solução da problemática. Assim, como afirma a filósofa brasileira Djamila Ribeiro, “para resolver um problema é preciso tirá-lo da invisibilidade”. Dessa forma, é inadmissível que num país promulgador de uma Constituição Federal, na qual em seu 225° artigo é garantido proteção à fauna, supostos centros de reabilitação e preservação animal pratiquem abuso contra esses seres vivos.
Ademais, fica nítida a questão do desserviço prestado pelos órgãos públicos competentes para assegurar proteção aos bichos e a punibilidade devida dos autores como fator preponderante na existência do problema. De tal modo, pode-se mencionar um zoológico no Vale do Itajaí, em Santa Catarina, que em 2011 precisou ser interditado após a fuga de uma elefanta asiática e, além disso, de acordo com constatações feitas pelo Ibama, teria uma taxa de mortalidade superior a 75%, causadas por desnutrição e hipotermia. Não obstante, a população, em sua maioria, não soube do ocorrido e o processo levou mais de 4 anos para ser finalizado .
Portanto, levando-se em consideração os argumentos supracitados, providências devem ser tomadas. Logo, é dever do Ibama realizar inspeções frequentes aos centros legalizados com o intuito de garantir os direitos assegurados pela Lei Maior. Para mais, cabe a Mídia - instrumento de ampla abrangência - divulgar informações sobre zoológicos regularizados e aprovados pelo Ibama, mas também divulgar casos de abuso para que a população tenha conhecimento e exija o cumprimento da lei.