Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 23/05/2022

Na animação Madagascar da Dreamworks é contada a história de animais que

estavam confortáveis em um zoológico de alto padrão. Contudo, com o avanço da trama, os mesmos bichos ao se encontrem livres na natureza constatam o quanto a sua antiga rotina era limitante. Saindo da ficção e mergulhando na vida real, observa-se que tanto é preciso mudar a vida degradante que os animais têm em jardins zoológicos, como é preciso evoluir a finalidade de tais núcleos de “preservação”.

Inicialmente, é importante entender que os zoológicos sempre foram e ainda são ambientes de desrespeito aos animais. Isso porquê, historicamente são locais que têm espaço insuficiente, causam distúrbios comportamentais pela reclusão e ainda são ambientes que alimentam mal seus cativos, já que na natureza os animais precisam de muitos quilômetros quadrados, pouco contato com humanos e barulhos urbanos, e ainda, de uma alimentação variada que nem todo zoo pode oferecer. Devido a isso, a qualidade e a expectativa de vida caem em 60% e 15%,respectivamente, de acordo com dados do Greenpace.

Sendo assim, cabe ainda observar que esses locais de reclusão podem evoluir para ambientes de preservação de espécies que estão a beira da extinção. Esse avanço pode ser realizado por meio de mudanças na estruturais dos parques e na ideia de possuir o animal como um simples e inanimado objeto de vitrine. Tais mudanças de acordo com a AZAB( Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil) pode elevar a qualidade de vida dos bichos em 50%. Isso porquê, fomentando a ideia que o zoo seja um local em que o animal passe para se fortalecer individualmente ou como espécie e em seguida volte à natureza.

Dessa maneira, conclui-se que, para que os zoológicos deixem de desrespeitar os animais e sejam locais de preservação é preciso que o Governo Federal por meio do Ministério do Meio Ambiente aloque recursos finaceiros e humanos. O primeiro para ampliação e melhoria das intalações dos jardins zoológicos e o segundo com o intuito de instruir e fiscalizar o corpo técnico dos parques a buscar a reabilitação do individuo ou a preservação da espécie, mas sempre visando a volta do bicho para a natureza. Sendo assim, o Brasil resgatará sua fauna já tão degradada.