Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 26/05/2022
Segundo a filósofa francesa Simone de Beauvoir “O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles”. Conforme esse pensamento, é necessário refletir sobre a existência dos zoológicos e para quem de fato eles são benéficos, se para os animais neles confinados em prol da conservação, ou se para o entretenimento humano. As pessoas não costumam pensar sobre como é a vida desses animais, e se esse ambiente está atendendo às suas necessidades, fato preocupante que demonstra certa apatia mediante o bem-estar animal.
Primeiramente, é importante analisar como é a vida dos indivíduos abrigados nos zoológicos. Muitos animais nascem e crescem nesses ambientes controlados, alguns são resgatados por problemas ambientais em seus habitats naturais e outros por risco de extinção, o fato é, mesmo que esses lugares consigam simular as condições que estes teriam na natureza, esses indivíduos, principalmente de grande porte, precisam de um determinado padrão de espaço para que possam se desenvolver de forma sadia. O que pode não acontecer nos zoológicos, situação que não chama a atenção da população em geral, algo que requer cuidado pois, segundo o filósofo e escritor brasileiro Mario Sergio Cortela, “É preciso cuidar da ética para não anestesiarmos nossa consciência e começar a achar que tudo é normal”.
Com isso, é de suma importância repensar o papel dos zoológicos em nosso contexto social. A humanidade encontra-se no século XXI , em que a internet pode mostrar-nos todo e qualquer animal existente, é preciso abrir mão do uso dos zoológicos como ponto de exibição de animais em prol do bem-estar dos mesmos.
Portanto, medidas são necessárias para reverter tal problemática. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio do projeto Respeito Animal, apresentado ao poder Legislativo bem como à população, que terá por objetivo tornar os zoológicos centros exclusivos de conservação, usando o espaço de visitação para ampliação do recinto dos animais. Com o fito de que esses espaços sejam de fato para o proveito animal.