Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 14/06/2022
Durante a corrida espcial, no auge da Guerra Fria, a União Soviética enviara para a órbita terrestre o primiero ser vivo: a cadela Laika, que infelizmente morrera algumas horas após o lançamento do satélite. Esse notável e trágico feito histórico, tem relação com a atualidade, na medida em que se tem continuidade dessa exploração e desrespeito animal no âmbito dos zoológicos, onde animais adoecem por estarem fora de seu habitat natural e também são submetidos a reeducações, tudo isso às custas do entretenimento humano. Destarte, é fundamental analisar as causas que fazem dessa problemática uma realidade.
Em primeiro lugar, é notável perceber que os zoológicos são ambientes de cárcere e que adoecem os animais. Isso pode ser observado na obra “Microfísica do Poder”, do sociólogo Michel Foucault, ao mencionar que o domínio humano sobre as coisas permeia toda a sociedade, ao buscar cada vez mais legitimidade e menos resistência. Dessa forma, percebe-se que a busca por esse domínio chegou até os animais, uma vez que seu cárcere, saudosamente velado, serve como entretenimento para nossa éspecie.
Ademais, outro fator destacável é a falácia por trás da reeducação dos animais no ambiente do zoológico. Isso pôde ser observado em 2014, no Paraná, quando um menino adentrou ao espaço dos felinos e após perturbar um tigre, teve seu braço mordido e posteriormente amputado. Isso implica que as frequentes justificativas de o zoologico “reeducar” os animais para o convívio com outros e também com humanos é falaciosa, e serve apenas como justificativa para pertuar a vigência destas instituições.
Portanto, nota-se que os zoológicos não são ambientes de preservação e sim de grande desrespeito animal. A fim de combater esse cenário, o Poder Legislativo, juntamente com o IBAMA, deve criar legislações suficientemente efetivas, que visem a gradativa dissolução dos zoológicos e o posterior retorno desses animais ao seu habitat natural, com o intuito de promover a dignidade animal e a conservação das espécies, tudo isso a partir de recursos da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Com efeito, construir-se-á uma sociedade que respeite os animais e não os trate como objetos como o que fora feito com a cadela Laika.