Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 15/06/2022

No filme “Madagascar”, o protagonista Alex, intitulado como “o leão mais famoso da América”,passa grande parte da sua vida em um zoológico com um espaço bonito, alimentação boa e estava feliz com sua vida naquele lugar, mesmo “preso”. No entanto, fora da ficção, o cenário do filme é uma utopia ao se comparar com os atuais zoológicos brasileiros, uma vez que não são aliados do meio ambiente, pois maltratam os animais e colocam seres silvestres em condições de subsistência, contribuindo para o debate que caracteriza os hodiernos zoológicos nacionais como vilões da natureza.

Nesse sentido, é nítida a discussão que define zoológicos no hodierno cenário tupiniquim como vilões do meio ambiente, haja vista que normalizam os maus-tratos aos animais, como deixá-los em um lugar fechado com poucos metros quadrados, por exemplo. Nessa perspectiva, o conceito de “Banalidade do Mal”, da filósofa Hannah Arendt, afirma que o pior mal é aquele visto como algo cotidiano. Sob esse viés, é evidente a formação do zoológico como um mal corriqueiro, visto que caracteriza-se como um ambiente o qual retira o animal de seu habitat natural, coloca-o em um local totalmente diferente, sem espaço suficiente e, muitas vezes, sem a interação com outros animais da mesma espécie, além disso, a sociedade nacional naturaliza esse processo e ainda paga para ver esses animais enjaulados, assim, passa a contribuir para a perpetuação dessa problemática, reafirmando o

papel de “vilão” da natureza do zoológico.