Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 30/08/2022

Desde o período Neolítico, o ser humano aprendeu a lidar com os animais para sua sobrevivência. Com o passar dos séculos, a necessidade deu lugar ao luxo e o homem iniciou uma domesticação de bichos para entreter um público. Tal situação persiste atualmente, nos chamados “zoológicos” que são espaços de cativeiro de animais selvagens. Nesses locais, os animais são maltratados pelo lucro e isso mantém-se pela ausência de politização do quão ruim é a situação para esses bichos.

Primeiramente, os ambientes em que os animais ficam em exposição não são adequados a eles. Ainda que adaptados, eles sofrerão com o pouco espaço e a falta de liberdade. A propagação da naturalização desses locais, advém do retorno financeiro que esses estabelecimentos obtêm com a divulgação de ser um bom espaço de lazer para as famílias. Segundo o que Henry Ford, empreendedor do século XX, disse: “Se eu tivesse um único dólar, investiria em propaganda”. Assim, a banalização sobre esse fato perpetua-se.

Decerto, a carência de conscientização sobre o tema torna inviável sua resolução. De acordo com o sociólogo Jürgen Habermas, em sua tese de ação comunicativa: “A linguagem é uma verdadeira forma de ação”. Com isso, a disseminação das informações sobre a importância dos animais de serem mantidos em seus habitats naturais e os maus tratos por eles sofridos em cativeiro, devem ser incentivadas. Caso contrário, a ignorância pública prosseguirá prejudicando milhões de espécies de bichos.

Logo, necessita-se de medidas capazes de solucionar os zoológicos que visam o lucro e a falta de políticas sobre o assunto. Para isso, é imprescíndivel que o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério das Comunicações, promovam atitudes conjuntas, por meio de campanhas e redes sociais e na televisão, a fim de elucidar os problemas de animais presentes em cativeiro a ponto de criar-se uma lei proibindo a ascendência desses locais. Dessa forma, os zoológicos não servirão mais para entreter um público, e os animais estarão libertos novamente.