Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 23/06/2022
Não há dúvidas que o homem, desde o princípio da humanidade, se define como uma entidade superior aos animais. Visto isso, é evidente que a existência de zoológicos é o retrato dessa narrativa. Nesse sentido, tal prática é um desrespeito à esses seres vivos em razão ao pequeno espaço em que vivem e aos transtornos psicológicos e comportamentais que sofrem.
Deve-se pontuar, de início, que o ambiente no qual os bichos habitam é impróprio, em função de seu tamanho, uma vez que o habitat natural - em sua maioria - tem uma larga extensão. Só para ilustrar, o Sea World (Orlando, EUA) é o maior parque zoológico marinho e, nele, há baleias orcas confinadas em tanques menores que o próprio estacionamento do local. Portanto, é inegável que a qualidade de vida delas é baixa comparada com a que teriam fora do estabelecimento.
Vale ressaltar, também, que outra dificuldade encontrada é a questão dos distúrbios psíquicos que o encarceiramento traz. De acordo com um estudo feito pela Care2, esses seres demonstram reações indicativas de depressão, tédio, psicose e estresse. Além disso, é importante pontuar que grande parte desses animais foram capturados da natureza e retirados cruelmente de suas famílias, o que contribui para o estado clínico deles.
Com isso, faz-se necessária uma intervenção para reverter este cenário. Assim, cabe à União Internacional Protetora dos Animais (UIPA), em conjunto à Organização das Nações Unidas (ONU), elaborar regulamentações - que protejam essas criaturas de cativeiros, maus tratos, comercialização e exposição para diversão do público - e fiscalizações - que promovam a extinção de zoológicos no mundo todo-, com o propósito de propiciar uma vida digna à elas. Dessarte, é possível superar tal crueldade que despreza a vivência natural.