Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 02/07/2022
No filme de animação “Rio”, é retratada uma realidade na qual a espécie ararinha-azul está em ameaça de extinção. Ao longo da narrativa, muitos animais são colocados em ambientes de preservação por uma instituição brasileira, a qual inicia uma busca das araras ainda vivas. Fora da ficção, o zoológico tem garantido a proteção de muitos animais, já que estes são, juntamente com seus hábitats, prejudicados pela exploração capitalista. Dessa forma, deve-se analisar as causas da necessidade do zoológico - “zoos” -, bem como sua importância no contexto contemporâneo.
À partida, nota-se que tais instituições se tornaram essenciais à sociedade. Nesse sentido, com os abusos sociais, os animais ganham uma perspectiva de vítima, visto que tornaram-se comuns a exploração desenfreada e as práticas intensas da pecuária extensiva. Em grande parte, um único fator explica tal situação: marcada como avanço, a Revolução Industrial estreitou, a partir do século XVIII, os laços com a natureza, fenômeno o qual esclarece a proporção de espécies hoje ameaçadas. Dessarte, à medida que a prática de exploração, desmatamento e controle for expressiva, o zoológico terá de existir como ferramenta de proteção.
Outrossim, em um nível mais profundo, os “zoos” mostram sua importância quando expõem suas atividades. Nessa linha, segundo dados da IUCN - União Internacional para Conservação da Natureza -, mais de 26 mil espécies estão em situação de ameaça no planeta. Para amenizar tal impacto e garantir a sobrevivência de tais espécimes, os zoológicos se utilizam de um conjunto de práticas protecionistas, dentre as quais está a reabilitação e reintrodução de animais - processo essencial à defesa animal. Dessa forma, tal instituição afirma seu papel benéfico à sociedade.
Portanto, nota-se o caráter preservacionista do zoológico. Nessa ótica, o Ministério do Meio Ambiente, órgão regulador das práticas ambientais, deve tornar, por meio de sua jurisprudência, as leis de exploração e desmatamento mais rígidas, a fim de evitar a intensificação da quantidade de espécies ameaçadas. Além disso, os zoológicos devem expor à sociedade sua importância legal e ambiental. Assim, os “zoos” poderão garantir, de fato, a proteção de animais.