Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 12/07/2022
“Querer ser livre é tamber querer livre os outros”, afirmou Simone de Beavouir em relação à liberdade. No entanto, o direito ao lazer, assegurado a todos o cidadãos brasileiros pela Constituição federal, depara-se com limites no que tange à observação de animais. Esses, de características diversas e intrigantes, são alvo fácil para a promoção da diversão humana. Assim, os zoológicos ao redor do globo lucram com a exploração animal, apesar de alegadas contribuições à sociedade.
A exposição de animais é meio eficiente para atingir a venda de ingressos, já que, despertando a curiosidade através de animais exóticos ou de difícil observação, entretêm visitantes. As atrações, contudo, têm a perder com essa dinâmica, pois, retirados de seu habitat natural e reposicionados em jaulas, estão sujeitos a uma série de contravenções. Estas, vão desde problemas psicológicos, decorrentes do confinamento em áreas de extensão insatisfatória, até mortes, justificadas pela superpopulação, proveniente da reprodução compulsória. A exploração desses animais, então, ganha o consumidor ao custo da violação de liberdades básicas animais - estabelecidas pelo Comitê de Bem-estar Animal.
Em âmbito internacional divergem as opinões acerca do tema proposto, ressaltando o trabalho de reabilitição de espécies em risco de extinção e a riqueza cultural que espaços como os zoológico proporcionam, com papel importante na educação ambiental. O cenário, todavia, carece de mudanças em relação à identificação de atividades que ameaçam o equilíbrio da biosfera, já que a fauna e a flora terrestres sofrem desmedidas intervenções em prol da manutenção de um zoológico. Sendo estimada a importancia desses locais, é necessário buscar a harmonia entre o lucro, as sociedades humanas e os ecossistemas do globo.
Em síntese, os ambientes dos zoológicos devem ser modificados com aplicações eficientes de decisões governamentais que considerem as questões levantadas. É necessário adequar as demandas humanas às animais, restringindo o catálogo a espécies ou indivíduos que demandem intervenção humana. É possível também exigir que esses empreendimentos se comprometam em contribuir científica e culturalmente para a comunidade, não visando apenas o lucro. Dessa forma, almeja-se tender a uma comunidade que preserva e respeita os animais.