Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 16/07/2022
O zoológico foi criado há 5.500 anos atrás, no Egito, com o intuito de entreter a elite egípcia e de gerar lucro ao faraó. Esse cenário contribui para a análise do zoológico como desrespeito aos animais, uma vez que ele ainda se faz presente de forma similar à antiguidade. Logo, destaca-se: a negligência social e a inércia governamental como fatores contribuintes para a existência desse revés.
A priori, é válido ressaltar a indiferença da sociedade quanto ao bem-estar animal ao compactuar com a sua habitação em zoológicos a fim de seu entretenimento. Tendo em vista que esses, independente de qualificados ou não, são distantes da qualidade de vida que os habitats naturais proporcionam. Posto isso, destaca-se o filme “Rio”, o qual aborda o tráfico de animais, porém, nesse caso, é importante observar em seu final a readaptação das araras azuis por intermédio de instituições conservativas, e não por zoológicos, o que confirma a dispensabilidade deste, já que existem instituições próprias que garantem a preservação animal sem objetificá-los com finalidade lucrativa.
Ademais, cabe apontar que a Constituição Federal de 1988 confere como maus-tratos aos animais não oferecer assistência médica, alimentação inadequada, mantê-los em locais insalubres ou trancafiados, dentre outros. Isso não difere do abrigo de animais silvestres, exóticos, e nativos, com suas respectivas particularidades em lugares que não atendem às suas necessidades naturais, como nicho, habitat e vegetação, como é o caso dos zoológicos. Nessa perspectiva, pode-se afirmar o comportamento estatal passivo sobre essa conjuntura, uma vez que não há fiscalização e punição adequadas para os envolvidos.
Infere-se, portanto, que é fundamental a mudança na concepção dos animais estarem em zoológicos. Sob essa ótica, urge às escolas, como principal órgão formador de indivíduos, promover educação ambiental devida por meio de palestras ministradas por professores de sociologia e de biologia que abordem as questões sociais e biológicas envolvidas, a fim de auxiliar na construção de um pensamento atual sobre a devida preservação animal, cuja não deve alimentar lucros e nem negligenciar crimes. A partir disso, pode-se obter êxito em atingir o Poder Executivo no cumprimento do que está instituído na Carta Magna.