Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 16/07/2022
Em “Arca de Nóe”, história bíblica, é retratada a captura de um casal de cada espécie de animal para serem salvos do “dilúvio”, porém vivendo em cativeiro. Paralelamente a isso, na sociedade brasileira do século XXI, ainda existem locais de preservação e zoológicos que mantém os animais presos. Diferentemente do que se guarda no imaginário popular, esses ambientes não são acolhedores para os seres que ali vivem, faltando a fiscalização dos órgãos públicos, o que causa problemas para os animais.
Thomas Hobbes disse “O homem é o lobo do homem”, na atualidade vê-se que além de parasitar a si mesmo, o ser humano utiliza sua força para encarcerar outros, utilizando-os como meio de entretenimento. É necessário que os órgãos governamentais encarregados fiscalizem as empresas responsáveis por cativeiros, buscando entender quais os objetivos de manter os animais ali, se haverá a libertação ou se busca-se apenas o lucro.
Ademais, ignorando esses fatos o governo apenas incentiva a população a comparecer mais a esses locais buscando lazer, sem se importar com os possíveis danos que os animais sofrem ao estarem em um ambiente completamente diferente de seus habitats naturais. Para que os problemas sejam revertidos, é importante que todos estejam cientes do que ocorre com esses seres e que os locais de preservação não são de lazer, mas sim de estudo e auxílio aos animais.
Portanto, urge que o Estado intervenha para diminuir a problemática em torno do desrespeito praticado para com os animais. O Ministério do Meio Ambiente deve disseminar por meio de campanhas publicitárias, a ideia de que ambientes de preservação não são locais de lazer e divertimento e deve também fiscalizar os entes gerentes dessas instituições para entender os caminhos que serão seguidos pelos mesmos para realocar as espécies. Essa medida tem a finalidade de diminuir os danos causados aos animais pelo cativeiro, a reintegração dos mesmos ao meio ambiente após avaliação e a conscientização da população no geral quanto aos fatos. Com isso, os animais terão uma melhor qualidade de vida e a população poderá auxiliá-los buscando outros locais para seu próprio entretenimento.