Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 10/08/2022
“O homem fez da Terra um inferno para os animais”, a frase de Arthur Shopenhauer, filósofo alemão, possui total relevância quando observa-se à questão dos zoológicos que, por sua vez, acabam sendo mais prejudiciais ao animais do que fato os preservando. Nesse sentido, a ausência de legislação para a proteção dos animais e a falta de educação ambiental contribuem para que os jardins zoológicos continuem sendo ambientes que desrespeitem os bichos.
Primordialmente, é interessante destacar que a escassez de políticas públicas que zelem pelo bem-estar dos animais selvagens e silvestres que são enviados para os “zoos’ colaboram para que os seres em questão sofram maus-tratos. Nesse contexto, a afirmação de Umberto Eco, escritor italiano, diz que: “Para ser tolerante é preciso fixar os limites do intolerável”. Por essa perspectiva, o código de leis brasileiro contém lacunas no que diz respeito a proteção dos animais, assim, os zoológicos não sofrem fiscalização e pesquisas para a avaliação da saúde física e mental dos bichos, pois muitos por estarem fora de seu habitat e convivendo com seres humanos desenvolvem psicoses, por exemplo, o estresse. Desse modo, sem base legal, se torna mais difícil garantir a proteção dos animais.
Ademais, é importante ressaltar que a carência de educação ambiental nas escolas para conscientização a respeito da preservação da fauna coopera para o desrespeito discutido. Dessa forma, de acordo com Immanuel Kant, filósofo prussiano, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Sob essa ótica, o ensino sobre o que fazer para ajudar a preservar os animais e seus habitats naturais favorece a diminuição da caça, da poluição e do desmantamento. Dessa maneira, muitos bichos não teriam a necessidade de estar em zoológicos.
Em vista dos fatos apresentados, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, responsável pela proteção do meio ambiente brasileiro, promover em parceria com a mídia brasileira campanhas que tenham como objetivo informar o corpo social sobre o que se deve fazer para de proteger a natureza, por meio de rodas de conversas, palestras e movimentação nas redes sociais com acompanhamento de profissionais especializados, a fim de garantir a proteção dos animais e diminuir a necessidade de zoológicos.