Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?
Enviada em 16/07/2022
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando se mobiliza com o problema do outro. De maneira análoga a isso, os zoológicos são áreas que desprezam os animais. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes: a alta demanda de estresse para os bichos e o baixo desenvolvimento selvagem.
Em primeira análise, evidencia-se o estresse sofrido pelas espécies e como isso afeta sua capacidade de desenvolvimento. Sob essa ótica, pesquisas realizadas pela Care2 dizem que animais sofrem distúrbios comportamentais que englobam desvios de comportamento, tédio e até mesmo a depressão. Dessa forma, ao vermos bichos reagindo com agressividade excessiva, desânimo, falta de extinto natural, chegamos a conclusão que a espécie passa por um cenário de desrespeito.
Além disso, é notório, o baixo ou zero desenvolvimento selvagem dos extintos naturais dos animais. Desse modo, o filósofo alemão Arthur Schopenhauer cita “Todo homem toma os limites do seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. Consoante a isso, quando assistimos programas de televisão como “Discovery Chanel” e “Animal Planet”, enxergarmos a verdadeira realidade, de como deveria ser o ambiente em que os animais habitam pois, ao perder seu habitat os animais também perdem sua visão de mundo e a forma como deveriam agir para sobrevier nesse ambiente adverso.
Depreende-se, portanto, a adoção de medidas que venham atenuar o desprezo com os animais. Dessa maneira, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, junto aos zoológicos locais, fazer a devolução dos bichos para seu habitat natural, por meio de recursos vindos para a manutenção dos zoológicos, e a venda de equipamentos que não serão mais necessários para contenção dos animais, a fim de melhorar a qualidade de vida das espécies, evitando maiores danos a seu desenvolvimento. Somente assim, conseguiremos o progresso que vem dos ideais iluministas.