Debate sobre os zoológicos: ambientes de preservação ou de desrespeito aos animais?

Enviada em 17/07/2022

No filme “Madagascar” os animais, após muitos anos em cativeiro, fogem do zoológico para explorar o mundo. Fora da ficção, está obra revela-se como um importante debate para a questão do zoológico e seu papel de preservação ou de desrespeito aos animais. Nesse âmbito, é lícito destacar como causas do revés a invisibilidade e a priorização do capital.

Diante desse cenário, o silenciamento do desrespeito aos animais em cativeiro encontra-se como um dos problemas do zoológico. A teoria da Ação Comunicativa, de Hobermas, defende que a linguagem é uma forma de ação. Porém, há uma lacuna dessa ação quanto aos maus tratos dos animais nos zoológicos, visto que esse tema não é debatido amplamente e fica restrito a grupos específicos, gerando uma permanência dos bichanos em ambientes inadequados, de violência e lugares pequenos. Consequentemente, os animais podem sofrer com distúrbios comportamentais e psicológicos, como estresse e depressão. Logo, é inadmissível a ausência de uma ação comunicativa.

Outrossim, a priorização do capital também contribui para a problemática. Segundo o filósofo Karl Marx, o capitalismo prioriza o lucro em detrimento dos valores e da ética. Sob essa lógica, as pessoas, muitas vezes, colocam o dinheiro acima da vida animal, usando eles para atração e entreterimento do público, com a finalidade de lucrar ao custo dos bichos. Assim, os animais vivem uma vida restrita e precária, colocando em risco a sua espécie. Dessa forma, tal atitude egoísta dos indivíduos precisa passar por ressignificações.

Portanto, é necessário intervir sobre o quadro nefasto. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente , especificamente a coordenação de proteção e defesa animal, por meio da mídia, como o Instagram e rede de televisão, deve divulgar notícias dos casos de maus tratos aos animais em zoológicos, a fim de a população adquirir o conhecimento desse cenário cruel e o problema sair do silencimento. Paralelamente, o governo deverá agir sobre a priorização do capital.